sábado, 28 de abril de 2012

Como ter um plano de remuneração em PMEs?

Acesse pesquisas de salários com informações de sua região e procure adicionar benefícios à remuneração de seus colaboradores


Um plano de remuneração bem feito é extremamente estratégico para o crescimento e a sobrevivência de uma empresa. Embora algumas pesquisas mostrem que o salário não é a maior motivação dos funcionários, a escassez de talentos no país acirra a competitividade entre as empresas e a política de remuneração se transforma em um item sedutor.
Por isso, é importante que seu plano de benefícios faça seus colaboradores pensarem pelo menos duas vezes antes de decidirem alçar novos vôos. Destaco alguns passos que vão ajudar a desenvolver a estratégia de remuneração. Antes de elaborar o plano de remuneração de sua empresa, converse com sua assessoria jurídica e com seu contador.
Procure entender a situação atual de sua pequena empresa. Para isso, faça entrevistas de desligamento e descubra se essas pessoas citam a remuneração como uma das razões para sair da empresa.
Acesse pesquisas de salários com informações de sua região, tamanho de sua empresa e segmento de atuação. Alguns órgãos públicos fornecem informações interessantes gratuitamente, como o Salariômetro do governo de São Paulo. Com essas informações em mãos você pode comparar os cargos de sua empresa com o que outras companhias oferecem e ver as áreas onde você não está competitivo.
Procure adicionar benefícios à remuneração de seus colaboradores, pois quase todo valor vai diretamente para o funcionário e sua empresa não é onerada com impostos pesados. Hoje existem benefícios que fogem dos básicos vales de alimentação e transporte. Ofereça assistência médica e odontológica e, se possível, benefícios que podem ser gastos com cultura, lazer e educação.
Seja criativo e encontre “benefícios não-financeiros”. Crie maneiras de compensar seus colaboradores com flexibilidades que as grandes empresas normalmente não conseguem igualar, como emendar feriados ou dar férias coletivas.
Se possível, utilize o que sua empresa faz como um benefício. Se você vende roupas, ofereça um bom desconto para os colaboradores. Fale com outras empresas da região para oferecer descontos exclusivos para seus colaboradores. Como preços atrativos em academias, restaurantes ou cursos de inglês.
Othamar Gama Filho

Othamar Gama Filho é diretor executivo da consultoria Recruiters e especialista em tecnologias de análise de perfil de candidatos.

Envie suas dúvidas com a palavra RH no assunto da mensagem paraexamecanalpme@abril.com.br

terça-feira, 13 de março de 2012

As verdades e os mitos sobre os novos aliados do emagrecimento

Praticamente todos os dias surgem novas modas para quem quer emagrecer, manter o corpo em dia ou apenas ter uma vida mais saudável. De todos esses produtos, quais realmente funcionam e quais são apenas lendas? A médica nutróloga   Liliane Oppermann fala sobre o óleo de coco, o extrato de manga e a bala de colágeno.

Óleo de coco
De acordo com a doutora, o óleo de coco ajuda na queima de gordura e na saciedade. Ele deve ser consumido duas colheres de sopa por dia no pão, substituindo a margarina, ou como tempero da salada. Com ele, você sente uma saciedade precoce e prolongada, além de ter o efeito termogênico, que auxilia na queima da gordura. Para quem não gosta do sabor, há o produto em cápsulas.
  • É capaz de auxiliar na queima de gorduras.
  • Em um estudo realizado nos EUA, ficou constatado que o líquido extraído do fruto do coqueiro pode dobrar o número de quilos perdidos durante uma dieta.
  • Deve-se consumir de 3 a 4 colheres de sopa por dia de óleode coco.
  • De sabor agradável, pode misturá-lo com sucos e vitaminas, ou em saladas durante as refeições ou mesmo tomado de colherada.
  • Outra sugestão é usá-lo como um substituto da margarina e da manteiga na culinária.
  • À venda em lojas de alimentos naturais.
  • O frasco contendo 200 ml de óleode coco custa cerca de R$ 30.
Extrato de manga africana
A doutora conta que o extrato deve ser prescrito por um profissional e de acordo com a necessidade do paciente.
  • Lançado no Brasil como um suplemento auxiliar nas dietas para emagrecimento, no combate a obesidade, e para pacientes com diabetes.
  • A planta é nativa do sudeste asiático e da África, produzindo frutos amarelos, ricos em fibras e sementes ricas em gorduras saudáveis.
  • O extrato da manga africana age inibindo o apetite, prolongando a sensação de saciedade e tem propriedades que também auxiliam na queima de gorduras, especialmente na região abdominal, além de manter os níveis de insulina no organismo, de forma que evita o acúmulo de gordura.
  • Cientistas já descobriram outras aplicações para o extrato além do emagrecimento, como alívio da dor, tratamento de infecções fúngicas e bacterianas e prevenção da malária.
  • 60 Cápsulas - R$ 37,90
Chia
A médica diz que além de auxiliar no emagrecimento, é um alimento fantástico, porque contribui com a imunidade e a resistência. É riquíssimo em ômega 3. Pode ser usado pelo menos uma colher de chá duas vezes ao dia em sucos, saladas, em bolos.
  • Originária do México, a chia é uma semente que foi muito consumida por civilizações antigas, principalmente por quem precisava de força e resistência física.
  • Entre os principais componentes está o ômega 3 - em teor mais elevado que o encontrado na linhaça. Também tem fibras, cálcio, magnésio, potássio e proteína.
  • Chia promove a saciedade, combate inflamação, desintoxica, reduz o colesterol, controla a glicemia, ajuda na formação óssea, previne o envelhecimento precoce, melhora a imunidade do organismo.
  • Qualquer pessoa pode ingerir a semente. Porém, devido ao alto teor calórico, o excesso pode levar ao ganho de peso.
  • 240 gramas - R$ 36,00
Bala de goma de colágeno
O colágeno hidrolisado é importante até para a formação da pele, dá saciedade e pode substituir um docinho. O importante é ver qual o princípio ativo da bala, como o silício, bom para a flacidez. Sem o princípio ativo, é indicado de duas a quatro gomas por dia. Dependendo do princípio ativo, o certo é consumir de acordo com a prescrição médica.
  • Bala manipulada com queimadores de gordura e substâncias que combatem a retenção líquida e a vontade de comer doces e carboidratos.
  • Evita a flacidez e melhora a qualidade da pele.
  • Utiliza-se diariamente, 1 hora antes do almoço e outra 1 hora antes jantar.
  • Entre R$ 35 e R$ 200 (60 unidades).
  • 500g - R$ 20,00
Farinha de feijão branco
A farinha do feijão branco contém o inibidor de uma enzima que quebra o açúcar, com isso o açúcar será eliminado pelas fezes. Ela entra como um adicional nas receitas.
Farinha de berinjela
A farinha ajuda na saciedade e também para reduzir o colesterol. É muito fácil de fazer: um quilo de berinjela vai ao forno por uma hora, depois é só bater no liquidificador e coar. Cada quilo vai dar cerca de 100 gramas de farinha.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

7 bilionários que não deixarão sua fortuna para os filhos

Pais endinheirados querem ensinar o valor do dinheiro aos filhos, deixando a maior parte do patrimônio para a caridade


Bill Gates

 Bill Gates, o segundo homem mais rico do mundo, com um patrimônio de 56 bilhões de dólares, já declarou várias vezes à imprensa que deixará uma fatia “minúscula” da sua fortuna aos três filhos, Jennifer Katharine, Phoebe Adele e Rory John. Especula-se que seriam 10 milhões de dólares para cada um.
“Não acho que essa quantidade dinheiro faria bem a eles”, disse ao jornal britânico Daily Mail, acrescentando: “Eles terão que encontrar o próprio caminho”. A maior parte do patrimônio do bilionário fundador da Microsoft deve ir para a fundação filantrópica que criou junto à esposa, a Bill & Melinda Gates Foundation.

Warren Buffett

Com um patrimônio de 50 bilhões de dólares, Warren Buffet se comprometeu a doar 99% da sua fortuna antes de morrer – 85% devem ir para a Bill & Melinda Gates Foundation, projeto filantrópico do fundador da Microsoft.
Pai de três filhos - Susie, Howard e Peter – disse certa vez que queria dar “o suficiente para que eles sentissem que podem fazer qualquer coisa, mas não tanto que eles sentissem que não precisam fazer nada”.

Michael Bloomberg

Com 19,5 bilhões de dólares de patrimônio, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, se comprometeu a deixar quase todo o seu dinheiro para a caridade.
Suas duas filhas, Emma e Georgina, foram personagens do documentário “Born Rich”, que retrata a vida de crianças que nasceram em famílias extremamente ricas.
Bloomberg declarou no passado que “o melhor planejamento financeiro termina com o cheque do coveiro voltando”.

Ted Turner

Ted Turner tinha apenas 24 anos quando teve que assumir a companhia de outdoors do pai, que se suicidou em 1963. Turner transformou o negócio em um império bilionário da mídia, incluindo a rede de notícias CNN.
Com um patrimônio avaliado 2 bilhões de dólares, Turner já doou mais de 1 bilhão de dólares para projetos ligados à ONU.Disse em entrevistas recentes que tem apenas alguns milhões na conta bancária e que esperava ter o suficiente para pagar seu enterro quando morrer. Exageros à parte, Turner tem cinco filhos que terão que dividir o que restar do seu patrimônio.

T. Boone Pickens

T. Boone Pickens construiu seu patrimônio de 1,4 bilhões de dólares por meio de uma agressiva estratégia de aquisições.
Aos 12 anos de idade, Pickens entregava jornais para ganhar seu próprio dinheiro, portanto não é surpresa que ele não pretenda deixar a maior parte da sua fortuna para os quatro filhos.
O bilionário, que já se comprometeu a deixar metade do seu dinheiro para a caridade, disse em entrevista que não é “um grande fã de fortunas herdadas”. “Normalmente faz mais mal que bem”, disse.

William Barron Hilton

Dono de um patrimônio de 2,5 bilhões de dólares, William Barron Hilton herdou de seu pai, Conrad Hilton, apenas 500 mil dólares quando ele morreu. O herdeiro da Hilton Hotels Corporation foi à justiça para exigir uma fatia maior dos bens do pai, que tinha decidido deixar 97% da sua fortuna para a caridade.
Barron Hilton conseguiu ampliar sua herança, ficando com 4 milhões de ações da companhia, mas já afirmou que pretende seguir os passos do pai e deixar 97% da sua fortuna para a Conrad N. Hilton Foundation. Os 3% restantes vão ser divididos entre seus oito filhos e muitos netos – entre eles, a socialite Paris Hilton.
 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

São Paulo: Terra da garoa e do dinheiro

Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa, explica por que São Paulo virou o principal centro financeiro da América Latina.
Nada mais comum na rotina do economista Edemir Pinto, 57 anos, do que andar pelo centro de São Paulo. Nem a garoa, típica da cidade, pode atrapalhar esse prazer. Afinal, há 25 anos ele trabalha nessa região, sendo que nos últimos três anos, desde a fusão da BM&F com a Bovespa, em 2008, como presidente da BM&FBovespa, a terceira maior bolsa de valores do mundo em valor de mercado. "Houve melhorias no centro da cidade que atraíram faculdades, empresas de telemarketing e outros negócios", diz Pinto. Em 2012, quando completa 458 anos, a cidade reforça sua vocação como centro financeiro regional.

"São Paulo é hoje um centro com grandes profissionais do mercado financeiro e de capitais, além de contar com investidores institucionais, excelentes advogados e tudo o que é necessário para fechar negócios na área de intermediação financeira." Com tudo isso, em sua visão, não há melhor lugar para fechar negócios na América Latina do que São Paulo. O desempenho da bolsa nos últimos anos evidencia isso muito bem, de acordo com Pinto. Em 2011, a BM&FBovespa teve o melhor resultado de sua história, chegando a 141,2 milhões de transações, um crescimento de mais de 30% em relação ao ano anterior, que tinha ultrapassado, pela primeira vez, o patamar de 100 milhões de transações.

O valor médio diário dos negócios atingiu R$ 6,4 bilhões, outro recorde. Mesmo com as dificuldades da economia global, a BM&FBovespa espera a retomada dos processos de abertura de capital a partir deste ano. "O potencial é muito grande", diz Pinto. "Existem entre 40 e 45 empresas represadas com seus planos de oferta pública inicial de ações." Contam muito para isso as injeções de otimismo que a cidade recebeu nos últimos anos com as melhorias introduzidas no centro urbano da cidade para atrair novos investidores. A Lei da Cidade Limpa, que retirou outdoors e disciplinou o uso de placas nas fachadas de edifícios e prédios comerciais, segundo Pinto, teve o grande mérito de reduzir abusos na propaganda ao ar livre.

"Sem dúvida, foi um grande avanço", diz o executivo. Com isso ele, que é um contumaz frequentador do centro, afirma que ficou melhor andar pela cidade. Seus lugares preferidos da região central? Há vários. Um deles é a própria BM&FBovespa, que se tornou uma atração e recebe cerca de 500 visitantes por dia. "Recomendo também o Centro Cultural Banco do Brasil, o Mosteiro de São Bento e o Pateo do Collegio, onde a cidade começou." Bom gourmet, como uma boa parcela da população de São Paulo, ele indica os restaurantes próximos ao local onde trabalha no centro da cidade.

Em sua lista de preferidos estão a Cervejaria São Jorge, na praça Antônio Prado, o Café Girondino, no largo São Bento, e o Restaurante Lia Jockey, na rua Boa Vista. Mas não é apenas na venda e compra de ações que São Paulo se destaca como um grande centro financeiro, comparável a Londres, Nova York ou Hong Kong pelo seu dinamismo e efervescência. Há muito dinheiro também nos fundos de privaty equity. Em 2011, esses fundos captaram US$ 12 bilhões. Neste ano, a previsão é de US$ 20 bilhões. Essa tendência criou uma nova avenida para o dinheiro de São Paulo: a região da Faria Lima.

É lá que se instalaram as principais instituições financeiras dessa área, como o BTG Pactual e o Carlyle, entre tantos outros. "Temos uma regulação no setor financeiro que é exemplo para o mundo", afirma Pinto. "Isso tem atraído cada vez mais investimentos para o País." Apesar do muito que já foi feito para chamar a atenção dos investidores, São Paulo deve incorporar outros atrativos para empresários nacionais e internacionais, de acordo com Pinto. Afinal, a cidade tem um grande mercado consumidor, um dos maiores do mundo. "Apenas a classe média de São Paulo, por exemplo, é maior do que muitos países da Europa", diz.

Para o presidente da BM&FBovespa, essa característica assinala duas vocações da cidade de São Paulo: para a área de serviços e para a intermediação financeira. Por esse motivo, há ainda muito a ser feito para melhorar, principalmente no centro de São Paulo, em sua visão. Sobre o aspecto urbanístico, por exemplo, alguns especialistas defendem maior liberdade na legislação de obras, para permitir reformas nos prédios mais antigos e trazer não só empresas, mas também mais moradores. "É necessário criar um ambiente regulatório capaz de atrair as grandes incorporadoras", afirma o executivo. "Todo centro revitalizado deve ter suas torres ou complexos comerciais para ter vida dia e noite. Isso daria mais vitalidade, a exemplo do que ocorreu nas regiões centrais de outras cidades do mundo."

A melhora do ambiente de negócios exige também maiores investimentos em infraestrututra, transporte público e aeroportos. Do lado privado, acredita Pinto, o Brasil precisa com urgência – "e São Paulo não é diferente" – de maior infraestrutura hoteleira para a realização de eventos de grande porte. Mas as perspectivas são altamente positivas, segundo o presidente da BM&FBovespa. "São Paulo tem um povo trabalhador, que sempre acolheu bem os imigrantes. É uma cidade formada por vários povos", diz o executivo. "Temos vocação para crescer e continuar sendo um polo de atração de investimentos."

Genilson CEZAR                           
Revista ISTOÉ Dinheiro - 16/01/2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

Saiba o que pode queimar seu filme na hora de conseguir um emprego

Falar mal da empresa anterior é o que mais prejudica imagem de profissional em novo emprego

Pesquisa realizada pelo Nube aponta que a resposta foi indicada por 37,13% dos profissionais entrevistados


Criticar empresas onde já trabalhou é a atitude que mais pode prejudicar a imagem do profissional no meio corporativo. Ao menos é o que aponta um levantamento realizado pelo Nube (Núcleo Brasilero de Estágios).
A resposta foi indicada por 37,13% dos entrevistados, sendo a maioria dos respondentes estagiários.
Em segundo lugar, está falar mal do colega de trabalho, cujas menções atingiram 25,79%. Em seguida, aparecem revelar segredos para concorrentes, com 19,62%, vestir-se de maneira inadequada (15,24%) e comentar o salário dos outros (2,23%).

Dificuldades do profissional
Para a gerente de Treinamento do Nube, Carmen Alonso, os fatos mais indicados pelos entrevistados - falar mal da empresa e do colega -revelam a dificuldade comum que os profissionais têm em determinadas situações. Segundo ela, os brasileiros têm a tendência de responsabilizar os outros pelo seu processo de desenvolvimento.
Como exemplo, ela cita que os profissionais culpam as empresas em que trabalharam anteriormente por não dar oportunidade de crescimento. Estas pessoas não se questionam o que deixaram de fazer para conseguir uma promoção ou trabalhar em novos projetos.
“Quem é culpado? A empresa ou o profissional que não fez nada para melhorar? Infelizmente, a maioria só consegue ver que o erro é da empresa”, diz
Sobre falar mal do colega, ela explica que isso ocorre porque os profissionais não conseguem resolver situações diretamente com quem está incomodando. Ela acrescenta que isso é comum até mesmo com pessoas que são extrovertidas, que, apesar de serem comunicativas e falantes, apresentam dificuldades para resolver conflitos.

Segredos para concorrentes
Sobre contar os segredos corporativos, a especialista explica que isso deixa de ser apenas falta de ética para se tornar “desvio de caráter”.
“Informação é ativo da empresa. Isso deve ser respeitado. Em algumas empresas não se pode nem deixar documentos em cima da mesa. Por isso, é preciso ter o dobro de cuidado. Lembre-se de que, se você contar para um amigo mais próximo, ele também também pode contar para um amigo mais próximo”.

Roupa e salário
Em relação a ter imagem prejudicada pela vestimenta, Carmen comenta que isso é comum principalmente entre os jovens que não têm experiência no ambiente de trabalho. Mas não é somente às roupas que se vai trabalhar que é necessário ter atenção.
Os profissionais devem cuidar também do tipo de vestimenta que aparece nas redes sociais. Segundo ela, de nada adianta trabalhar de roupa social, durante toda a semana, e colocar uma foto de lingerie ou biquíni no Facebook. “A imagem é prejudicada do mesmo jeito”.
Por fim, sobre os comentários de salário dos colegas, ela explica que não deveria acontecer de jeito nenhum, mas em quase todas as empresas este tipo de informação sempre acaba chegando aos ouvidos dos profissionais.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Todos Merecem uma Segunda Chance


Certo dia um fazendeiro muito rico, levantou bem cedo, foi até um celeiro e construiu uma forca de madeira, depois mandou chamar seu único filho e lhe disse:


-Um dia eu morrerei meu filho e, quero que você me prometa uma coisa...


E seu filho lhe respondeu:


-Diga eu pai!


-Se depois que eu morrer você gastar tudo o que eu tenho em festas e não tiver mais solução, se você tiver falido vai me prometer que vira até essa forca colocara essa corda no pescoço e tirará a sua vida.


Seu filho espantado lhe respondeu:


-Meu pai, acha mesmo que eu irei perder tudo isso, é muito dinheiro, além do mais,o senhor me ensinou muito bem como administrar os negócios, não irei falir a sua fazenda!


E o fazendeiro insistiu:



-Me prometa agora...


Então seu filho lhe disse:


-Certo meu pai, eu prometo que se gastar todo o dinheiro, e não tiver mais nenhum recurso, virei até esse celeiro e me enforcarei.


Passado alguns anos seu pai faleceu, e o filho começou a dar festas em sua casa, não se importando com a administração da fazenda, até que um dia, ele não tinha mais dinheiro, então começou a vender tudo o que tinha para poder sobreviver, até que se acabaram todos os seus recursos, e lhe sobrou apenas a fazenda para ser vendida e lembrou da promessa que fez a seu pai, e disse:


- O senhor tinha razão meu pai, eu fui inconseqüente e perdi tudo o que o senhor levou a vida inteira para construir, não me resta mais nada a não ser cumprir a promessa que te fiz ainda em vida; vou até o celeiro para me enforcar...


No caminho para o celeiro ele pensou: "Que bom seria se eu tivesse uma segunda chance, não gastaria mais em festas, e cuidaria melhor dos negócios do meu pai, mais agora é tarde demais, só me restou essa corda...”


Passando a corda em seu pescoço, em lágrimas, derrubou o banquinho onde estava para se enforcar, e com o peso do seu corpo a forca se quebrou, e havia dentro dela rubis e todos os tipos de pedras preciosas e um bilhete de seu pai escrito:


"Aqui está a sua segunda chance, aproveite bem!!!"

sábado, 19 de novembro de 2011

Vitamina B pode reduzir em até 20% níveis do estresse relacionado ao trabalho

 Pesquisa feita na Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, mostrou resultados positivos do consumo da vitamina

Um estudo revela que a vitamina B pode reduzir em até 20% os níveis de estresse relacionado ao trabalho. A vitamina B é um complexo com oito vitaminas distintas, que podem ser encontradas em alguns tipos de carnes, legumes e vegetais e nos cereais, no leite e ovo.
A pesquisa foi realizada na Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, e liderada pelo professor Con Stough. Seus resultados foram publicados na última edição do periódico Human Psychopharmacology.
Foram avaliados 60 voluntários em relação a fatores como personalidade, demanda de trabalho, ansiedade, estado de espírito e tensão. Após uma avaliação inicial, os voluntários foram reavaliados depois de 30 e 90 dias.
Os participantes do estudo foram divididos em dois grupos. Para os do primeiro foram dadas altas doses de vitamina B e, para os do segundo grupo, apenas placebo. Con Stough contou que, apenas três meses depois do experimento, o grupo que estava recebendo vitamina B apresentou níveis de estresse muito menores do que os níveis da avaliação inicial.
Foi uma redução de 20% no nível de estresse, explicou o professor. Já aqueles do grupo que receberam placebo não mostraram melhoras nos níveis de estresse.
Apesar de ter sido um estudo novo, o professor não ficou surpreso com o efeito da vitamina B, pois a sua importância nas funções cognitivas do homem há muito já era conhecida.
"A vitamina B, que é encontrada em todos os alimentos não processados, como carne, feijão e cereais integrais, é essencial para a síntese de neurotransmissores, essenciais para o bem-estar psicológico", afirmou Con Stough. "Mas a realidade é que muitas pessoas não recebem o suficiente vitamina B de sua dieta, então, elas estão se voltando para a suplementação da vitamina."

Além da vitamina B
Com a ajuda da nutricionista Daniela Cyrulin, elaboramos uma lista de alimentos que ajudam a combater o estresse:

Peixes e frutos do mar - diminuem o cansaço e a ansiedade, pois contêm zinco e selênio, que agem diretamente no cérebro. Outros alimentos ricos em selênio são atum enlatado e peru. No caso do zinco, a nutricionista cita os cereais integrais e o chocolate. Este último, porém, deve ser consumido com moderação.
Como sugestão de consumo, Daniela indica o sanduíche de atum durante o lanche da tarde no escritório. No caso do chocolate, faz bem comer 30g do alimento, de preferência com 70% cacau, no lanche da manhã ou da tarde.
Laranja - promove um melhor funcionamento do sistema nervoso. É um ótimo relaxante muscular e ajuda a combater o estresse e prevenir a fadiga. É rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do Complexo B. Daniela aconselha consumir 1 copo de suco de laranja pêra no lanche da manhã no escritório.
Castanha-do-pará - melhora sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. É rica em selênio, um poderoso agente antioxidante. Uma unidade ao dia já fornece a quantia diária de selênio (350mg) recomendada.
Frutas ricas em vitamina C - a ingestão de vitamina C inibe a liberação de cortisol, principal hormônio relacionado ao estresse no corpo. Tente comer 1 pote de salada de frutas (kiwi, abacaxi, tangerina, laranja) no lanche da manhã ou da tarde.
Maracujá - as folhas do maracujá são calmantes, mas a fruta não é. As folhas contêm alcaloides e flavonoides, substâncias depressoras do sistema nervoso central, conjunto do cérebro com a medula espinal responsável pela sensibilidade e pela consciência. Por isso, elas atuam como analgésicos e relaxantes musculares. Faça um chá de folhas de maracujá e beba o dia todo no escritório.
Alface - a lactucina e lactupicrina, encontradas principalmente nos talos das folhas, atuam como calmante.
Saiba também que há os alimentos que podem agravar um quadro de estresse e, se o objetivo for combater o problema, é preciso evitá-los. Os principais alimentos desse grupo são aqueles que contêm cafeína, álcool e gorduras. No caso da cafeína, ela está presente no café, chá verde e refrigerante à base de cola. A gordura está nos doces, frituras e fast food, por exemplo. Sal em excesso também deve ser evitado.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

5 maneiras de fazer seus funcionários mais felizes

Flexibilidade de horários e vestimenta e tempo livre para inovar estão entre os incentivos que as empresas oferecem a seus funcionários


Funcionário feliz
 
 
  Em um ambiente de forte competição por talentos, pequenas empresas muitas vezes enfrentam dificuldades para fazer frente aos salários e benefícios oferecidos pelos gigantes do mercado. Mas é possível incentivar os funcionários com medidas simples, que além de deixar o dia a dia da empresa mais agradável, podem aumentar a produtividade e a capacidade de inovação do seu negócio.

 

Conheça, a seguir, práticas adotadas por empresas de pequeno e médio porte para fazer seus funcionários mais felizes:

1. Reconheça
Trimestralmente, o Peixe Urbano faz uma pesquisa de clima para medir a satisfação dos funcionários. “Estamos crescendo em ritmo acelerado e consideramos importante avaliar como isso afeta os nossos funcionários”, explica Maria Fernanda, diretora de gente e gestão.
Como parte do processo de avaliação, a empresa decidiu identificar, na última edição, aqueles funcionários que melhor refletiam os valores da companhia, de acordo com seus próprios pares. Os cinco nomes mais votados foram reconhecidos por meio de um vídeo em que os gestores da companhia ressaltavam suas qualidades.
Segundo Maria Fernanda, prêmios “simbólicos”, como ingressos para cinema e shows e créditos para serem usados em compras no Peixe Urbano, fazem parte de política de recompensa da empresa, mas o fator mais importante é o reconhecimento. “O principal e colocar o profissional em evidencia e a mostrar que ele faz a diferença”, diz.

2. Premie
Reconhecimento é bom, mas, acompanhando de um bônus, é ainda melhor. Todos os anos, a Beneficência Portuguesa, de São Paulo, presenteia os 1,3 mil médicos e assistentes que fazem parte da equipe do hospital no Dia do Médico. “É uma maneira de dizer que estamos gratos e que estamos aqui para cuidar deles”, diz Cida Papai, gerente comercial do hospital.
Neste ano, a instituição presenteou seus funcionários com uma caixa da Viva! Experiências, que dava direito a uma degustação à escolha de cada presenteado. “No passado, promovemos shows e coquetéis, mas a agenda do medico é muito corrida, era difícil de juntar todos. Queríamos dar um presente que ele pudesse curtir com a família”, conta Cida. A ação foi um sucesso. “O entusiasmo foi geral, todos ficaram comentando pelos corredores em qual degustação iriam.”

3. Dialogue
Quando os funcionários estão por dentro das estratégias da empresa, se sentem mais motivados a abraçar as decisões e fazê-las acontecer. A cada 15 dias, todos os funcionários do Peixe Urbano se reúnem com um dos sócios para um “Papo de Peixe”, um bate papo informal para discutir as últimas novidades e estratégias da empresa. Julio Vasconcelos, o CEO da empresa, está presente sempre que possível e conduz pessoalmente a conversa com os funcionários, que também envolve convidados externos. As reuniões são programadas para terminar sempre com um happy hour. “A diversão é um dos princípios da empresa”, explica Maria Fernanda.

4. Dê liberdade
Outro elemento que faz parte da cultura do Peixe Urbano é dar liberdade aos funcionários para fazer seus horários e se vestir como quiserem. Segundo Maria Fernanda, a política ajuda a manter o ambiente informal, criativo e produtivo. “Queremos construir um ambiente de trabalho divertido, agradável e com foco em resultados e não em regras”, explica.
Em áreas que independem do horário comercial, os funcionários tem total liberdade para fazer seus horários. “Internet não para nunca, as pessoas estão sempre ligadas”, justifica a gestora. Mesmo para as áreas que requerem um horário mais rígido, há margem para escolha. “O pessoal de atendimento ao cliente, por exemplo, pode entrar entre 8h e 11h”, diz Maria Fernanda. “As pessoas podem fazer seu horário. Trabalhamos com a entrega e a responsabilidade”, acrescenta.
Já no quesito guarda-roupa, a flexibilidade é total. “As pessoas podem se vestir como quiserem. Tem gente que vem de bermuda e chinelo. Somos ‘casual everyday’”, brinca.

5. Envolva
Envolver os colaboradores nos processos de inovação da companhia é uma maneira de permitir que eles desenvolvam o próprio potencial criativo e, ao mesmo, tempo, colaborem para o sucesso do negócio. Todas as sextas feiras, os funcionários do portal Minha Vida param o que estiverem fazendo para se dedicar a pensar em ideias inovadoras.
“Eles têm um dia inteiro livre para trabalhar em interesses pessoais, de maneira que isso se reverta em resultados à empresa”, explica Gomér Gonzaga, gerente de gente e gestão. Os 60 funcionários da companhia se reúnem em times de trabalho, de acordo com os interesses e afinidades de cada um. Juntos, eles fazem “brainstorms” e trabalham em ideias que, posteriormente, são apresentadas aos sócios da empresa.
O projeto, conhecido como Ideia Day, rende frutos que podem ir de um novo recurso para o portal até mudanças em processos internos da companhia. “Nosso funcionário tem liberdade para fazer acontecer. Tudo é feito com rapidez e transparência”, diz a gestora.

A startup Bougue está inaugurando um programa similar de incentivo à inovação, com um ingrediente extra: a competição. Trimestralmente, os funcionários da empresa (que ainda conta com um time reduzido, de apenas sete pessoas) são divididos em duas equipes, que trabalham uma vez por semana em uma proposta de melhoria no modelo de negócios da empresa. As equipes contam com mentoring dos co-fundadores da startup para desenvolver a ideia.
Após três meses, o time “vencedor” é escolhido. Além de ter a ideia implementada, os ganhadores recebem pequenos incentivos, como bônus em dinheiro ou viagens. “O premio não é o foco, é só um extra“, diz Fernando Canuto, fundador do negócio. Outra política adotada pela jovem empresa é reservar uma hora por dia para os funcionários dedicarem a projetos pessoais. “É diferente do ambiente corporativo. Queremos trabalhar as competências do nosso time”, justifica o empreendedor.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

20 revelações da biografia oficial de Steve Jobs

Vinte das passagens mais interessantes da biografia autorizada de Steve Jobs.


Steve Jobs

Steve Jobs morreu  aos 56 anos de idade
 Quando jovem, Steve Jobs não gostava de tomar banho. Ele achava que consumir drogas havia sido uma experiência benéfica. E, sim, ele recusou a cirurgia quando soube que tinha câncer. Essas são algumas das muitas revelações da biografia autorizada do fundador da Apple, que começou a ser vendida hoje no Brasil e em outros países.

 

O livro, que se chama simplesmente Steve Jobs, vem carregado de detalhes sobre a vida do empresário. Walter Issacson, o autor, trabalhou nele durante sete anos e fez mais de 40 entrevistas com o próprio Jobs, além de ter falado com muitas outras pessoas que conviveram com ele. Jobs, que convidou Isaacson para escrever sua biografia, não censurou a obra. Ela traça um retrato sem muitos retoques do empreendedor. Veja, a seguir, 20 fatos interessantes contados por Isaacson no livro.

1 Cristianismo
Jobs foi criado por luteranos, mas abandonou a religião cristã aos 13 anos, depois que viu uma foto de crianças morrendo de fome na capa da revista Life. Ele perguntou ao pastor se Deus sabia que aquilo estava acontecendo e não gostou da resposta. “O Cristianismo deixa de fazer sentido quando começa a se basear mais na fé do que em viver como Jesus”, disse ele a Isaacson.
2 Deus
Depois de abandonar o Cristianismo, Jobs acabou se convertendo ao Budismo Zen. Ele contou ao biógrafo que tinha dúvidas sobre a existência de Deus: “Acho que as diversas religiões são diferentes portas para a mesma casa. Às vezes, acho que a casa existe. Outras vezes, acho que não. É um grande mistério.”
3 Drogas
Jobs começou a fumar maconha aos 15 anos. Mais tarde, passou a tomar LSD. “Era uma experiência profunda, uma das mais importantes da minha vida”, disse Jobs. “A droga reforçou minha habilidade de distinguir o que era importante – criar coisas grandiosas em vez de ganhar dinheiro apenas.”
4 A caixa azul
O primeiro produto fabricado por Jobs e seu sócio Steve Wozniak, antes da fundação da Apple, foi a Blue Box. Era um dispositivo eletrônico que produzia tons de áudio usados para transmitir comandos às centrais telefônicas. O objetivo era enganar a central e fazer ligações sem pagar. Jobs e Woz venderam cerca de uma centena dessas caixas por 150 dólares cada uma.
5 O Apple II
Jobs queria que o Apple II fosse uma caixa selada. Mas Steve Wozniak ameaçou abandonar o projeto se o computador não aceitasse placas eletrônicas adicionais instaladas pelos usuários. Woz ganhou essa primeira disputa. Mas, com o tempo, os produtos da Apple foram ficando cada vez mais fechados, como queria Jobs. Os novos modelos da série MacBook Pro, por exemplo, não tem mais nem sequer bateria removível.
6 Mau cheiro
Quando jovem, Jobs não gostava de tomar banho. Quando trabalhava na Atari, em 1974, seu chefe, Al Alcorn, o transferiu para o turno da noite para que o mau cheiro não incomodasse os demais funcionários. Em 1977, quando a Apple se preparava para lançar o Apple II na West Coast Computer Faire, o investidor Mike Markkula teve de convencer Jobs a tomar um banho e vestir um terno para ir ao evento. Mike Scott, o primeiro presidente da Apple, conta que, numa das primeiras conversas que teve com Jobs, disse a ele que deveria tomar banhos mais frequentes. Scott conta que Jobs, naquela época, seguia uma dieta à base de frutas. Ele acreditava que a dieta evitaria os odores corporais. Assim, um banho por semana seria suficiente.
7 Amigos x negócios
Daniel Kottke era amigo de Jobs na faculdade e havia viajado com ele para a Índia. Também foi um dos primeiros funcionários da Apple. O contrato de trabalho de Kottke não dava direito a opções de ações. Quando a empresa abriu seu capital, em 1980, ele foi falar com Jobs, reivindicando o benefício que outros funcionários tinham. Jobs recebeu Kottke com frieza e disse não. “Entrei em choque, comecei a chorar e não consegui mais falar. A amizade tinha acabado”, disse Kottke a Isaacson.
8 Macintosh
O Macintosh foi a materialização da visão de Jeff Raskin, um engenheiro que queria tornar os computadores mais fáceis de usar. Enquanto Raskin liderava o desenvolvimento do Mac, Jobs cuidava do Lisa, o primeiro computador com interface gráfica, que seria um fracasso comercial. Mas, em 1980, em meio a um conflito com a direção da Apple, Jobs foi afastado do projeto Lisa e do cargo de vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento. Ele disse a Isaacson que esse fato, que poderia ter sido traumático, acabou se revelando positivo. “Foi como voltar à garagem. Eu tinha minha própria equipe e estava no controle”, disse ele. De fato, como se sabe, o Macintosh acabou se tornando muito mais importante para a Apple do que o Lisa.
9 Reality Distortion Field
Quando Steve Jobs passou a comandar o desenvolvimento do Macintosh, sua relação com Jeff Raskin – o engenheiro que havia liderado o projeto inicialmente – se deteriorou. Raskin saiu da empresa e Jobs chamou Andy Hertzfeld para substituí-lo. Um programador da equipe alertou Hertzfeld que ele estaria sujeito ao “campo de distorção de realidade” de Jobs. O termo passaria a ser usado para designar a maneira obstinada como Jobs convencia outras pessoas a fazer coisas que, às vezes, elas próprias achavam absurdas.
10 Pixar
Jobs comprou a divisão de computação gráfica da Lucasfilm e transformou-a na Pixar. Mas o que atraiu Jobs foi principalmente a área de desenvolvimento de hardware e software da empresa. A área de animação veio junto e acabou se transformando em seu principal – e depois único – negócio.
11 Fortuna
Financeiramente, a Pixar foi o melhor negócio que Jobs fez em sua vida. Ele pagou 50 milhões de dólares por 80% da empresa. Quando ela abriu seu capital, essa participação passou a valer 1,2 bilhão de dólares.
12 O homem das trevas
A compra da Pixar pela Disney envolveu negociações pesadas. A Disney distribuía os filmes produzidos pela Pixar. Jobs ameaçou fechar um contrato de distribuição com outra empresa. Michael Eisner, então CEO da Disney, respondeu que a Disney faria suas próprias continuações da animação Toy Story, sem a Pixar. Os dois acabaram chegando a um acordo. Jobs tornou-se o maior acionista da Disney, que passou a ser dona da Pixar. “Eisner foi justo comigo naquele momento. Mas, com o tempo, eu concluí que ele era um homem das trevas”, disse Jobs a Isaacson.
13 Microsoft Zune
Em 2006, a Microsoft tentou competir com a linha iPod lançando sua linha Zune de players multimídia. Mas o produto nunca fez sucesso. O diagnóstico de Jobs: “O Zune era uma porcaria porque o pessoal da Microsoft não ama a música como nós.”
14 Momento glorioso
Quando o desenvolvimento do iPhone estava na reta final, Jobs resolveu fazer uma mudança radical no desenho do smartphone. Isaacson conta que ele disse à equipe de design: “Vocês se mataram durante nove meses para finalizar esse design, mas nós vamos mudá-lo.” Refletindo sobre isso, Jobs conclui: “É um dos momentos de que mais me orgulho na Apple.”
15 Não à cirurgia
Jobs recusou a cirurgia quando soube que tinha câncer. Só nove meses depois sua esposa e outras pessoas próximas conseguiram convencê-lo a ser operado. Nesse momento, o câncer já havia se alastrado e se tornado mais difícil de tratar.
16 Sequenciamento genético
Jobs foi uma das primeiras 20 pessoas em todo o mundo a ter todos os genes sequenciados. Seus médicos queriam obter informações genéticas sobre o câncer para prescrever drogas mais eficazes e que provocassem menos efeitos colaterais do que a quimioterapia convencional.
17 Ódio ao Android
Jobs nutria um ódio figadal pelo sistema operacional Android, pelo Google e pelo ex-CEO da empresa Eric Schmidt. “Vou gastar até meu último suspiro se for necessário. Vou gastar cada centavo dos 40 bilhões de dólares que a Apple tem no banco para resolver isso. Vou destruir o Android por que ele é um produto roubado. Vou mover uma guerra termonuclear”, disse ele a seu biógrafo Walter Isaacson.
18 Larry Page
Até sua morte, Jobs continuou odiando Eric Schmidt, o ex-CEO do Google. Schmidt fazia parte do conselho de administração da Apple na época em que o Android estava sendo desenvolvido. Para o fundador da Apple, ele era um traidor. Mas Jobs fez as pazes com Larry Page, o fundador e atual CEO do Google. Page pediu conselhos a ele quando assumiu o posto de CEO, em abril deste ano. O primeiro impulso de Jobs foi responder com um palavrão. Mas ele mudou de ideia quando lembrou que, em sua juventude, fora orientado por Bill Hewlett, um dos fundadores da HP. Um dos conselhos de Jobs a Page: “Não seja bonzinho demais como CEO.”
19 Mark Zuckerberg
Steve Jobs e Mark Zuckerberg nunca foram próximos. Mas Jobs disse a Isaacson que admirava o jovem empreendedor por não ter vendido o Facebook.
20 Bill Gates
O livro fala bastante da relação entre Steve Jobs e Bill Gates. Os dois competiam entre si, mas também eram parceiros de negócios. Enquanto Gates se refere a Jobs com certa elegância, Jobs não se preocupa em disfarçar o desprezo que sentia pelo rival. Vejamos dois exemplos:
Gates, sobre Jobs: “Ele nunca soube muito sobre tecnologia, mas tinha um instinto impressionante para dizer o que funcionaria bem.”
Jobs, sobre Gates: “Bill não tem imaginação e nunca inventou nada. Acho que, por isso, ele se sente mais confortável na filantropia do que na tecnologia. Ele descaradamente roubou ideias de outras pessoas.”

domingo, 23 de outubro de 2011

Falta integração entre o RH e o resto da empresa

Para Pete Sanborn, desafio do RH nos próximos anos será desenvolver estratégias capazes de se adaptar às transformações do ambiente econômico mundial

Por Letícia Arcoverde | Valor


SÃO PAULO - Embora tenham conseguido evoluir significativamente e conquistado um espaço mais estratégico dentro das empresas, os departamentos de recursos humanos não podem se acomodar. Um dos maiores desafios para os próximos anos será desenvolver estratégias capazes de se adaptar às transformações do ambiente econômico mundial, que hoje acontecem cada vez mais rapidamente. Essa é uma das principais conclusões que o americano Pete Sanborn, líder global de talentos e recompensas da Aon Hewitt, apresentou durante sua palestra no seminário promovido hoje pela consultoria em São Paulo. O evento antedece a entrega do prêmio "As Melhores na Gestão de Pessoas", concedido em parceria com o Valor. "O que deu certo até agora não é necessariamente o que vai garantir o sucesso no futuro", diz.
Além disso, Sanborn acredita na necessidade de mais integração tanto entre o departamento de recursos humanos com o resto da empresa quanto dentro da própria área de RH. "Vejo muita fragmentação entre funções atualmente quando, na verdade, todos deveriam trabalhar juntos", explica. Ele diz que o problema é consequência de um processo de especialização em tarefas específicas pelo qual muitos profissionais passaram, mas que isso atrapalha a gestão de pessoas dentro das empresas de uma maneira mais ampla.
Ao acompanhar as consultorias da Aon Hewitt em diversos países, Sanborn observou, no entanto, que as companhias estão trabalhando para mudar essa realidade – algumas, inclusive, reestruturando completamente seus departamentos de RH. Segundo ele, mesmo as mudanças simples, com os profissionais de gestão de pessoas conversando mais com outras áreas e participando de discussões para alinhar estratégias, podem trazer bons resultados.

(Letícia Arcoverde | Valor)

sábado, 22 de outubro de 2011

Exemplo para todas as gerações

Ícone do empreendedorismo feminino, ela transformou a loja dos tios em um império e foi chamada por Dilma Rousseff para assumir a Secretaria da Micro e Pequena Empresa


Redação PEGN


Editora Globo
QUEM É > Luiza Helena Trajano, presidente da rede de lojas Magazine Luiza
O QUE FAZ > Dirige uma das maiores redes de varejo do país

Em 1956, em uma de suas viagens a Franca, no interior paulista, o caixeiro-viajante Pelegrino conheceu a balconista Luiza. Um ano depois, estavam casados e dando os primeiros passos na empresa que, anos mais tarde, revelaria aquela que é considerada hoje a mulher de negócios mais bem-sucedida do país – a ponto de ser convidada pela presidente Dilma Rousseff para ocupar a cadeira de ministra da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

Depois de comprar uma loja de móveis e eletrodomésticos chamada A Cristaleira, Pelegrino e Luiza promoveram um concurso na rádio local para escolher um novo nome para o estabelecimento. Ganhou Magazine Luiza. O negócio ia bem, mas a verdadeira explosão estava por vir. Luiza Helena Trajano, que cresceu dentro da loja dos tios, logo começou a mostrar seu talento empreendedor. No fim dos anos 1970, passou a fazer parte da direção da loja. No início dos anos 1980, ela informatizou a empresa (os computadores ainda eram uma novidade no Brasil), ajudou a abrir 32 filiais e montou um centro de distribuição em Ribeirão Preto.

Em 1991, dona Luiza mandou um bilhete à sobrinha: “Logo vou fazer 62 anos. Estou ficando velha. Acho melhor você assumir o Magazine”. Decisão feliz. Luiza Helena diminuiu o poder da família e aumentou o dos funcionários, inaugurou a primeira loja virtual e passou a comprar concorrentes. Seu sucesso à frente do negócio chegou até a Harvard Business School, que designou pesquisadores para analisar o “fenômeno”.

Em junho de 2011, a rede anunciou a compra de 121 lojas do Baú da Felicidade, do Grupo Silvio Santos, por R$ 83 milhões. Atualmente, o Magazine Luiza tem 613 lojas em 430 cidades e 21 mil funcionários. Faturou, em 2010, R$ 5,3 bilhões.


“Comecei muito nova, aos 13 anos. Mas não existe uma idade certa, o momento chega e você percebe”


PEGN – Quais as principais características de uma empreendedora de sucesso?
Luiza Trajano –
Empreendedorismo, para mim, é fazer acontecer, independentemente do cenário, das opiniões ou das estatísticas. É ousar, fazer diferente, correr riscos, acreditar no seu ideal e na sua missão. É propor ideias criativas seguidas de ação, é ter a capacidade de envolver a equipe, de buscar oportunidades, ter visão global e de resultados e trabalhar com foco nas soluções rápidas. Mas cada um desenvolve seu próprio estilo, não existe uma receita pronta.

PEGN – Há diferenças entre as empreendedoras brasileiras e as de outros países?
LT –
Os números do empreendedorismo variam de acordo com a situação econômica de cada país. Temos muitas pesquisas que revelam a alta capacidade de empreendedorismo do brasileiro, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. O que percebemos é que a mulher tem algumas características mais peculiares que favorecem a gestão na economia atual.

PEGN – Que erros podem ser fatais na abertura ou na condução de uma empresa?
LT –
Não existe uma fórmula para dizer o que dará certo ou errado. Recebemos muitas interferências externas, como a rapidez das informações, da tecnologia, das tendências... Esses fatores nos trazem grandes desafios. Quanto mais o empreendedor estiver alinhado com sua profissão, quanto maior seu conhecimento e, principalmente, sua vocação, maior a chance de dar certo. Ter agilidade, qualidade e rentabilidade é obrigação. O que vai diferenciar uma empresa da outra são o atendimento e a inovação. Outras atitudes fundamentais são cuidar do fluxo de caixa, perceber o momento de mudar de ciclo para que o negócio não envelheça, ter foco no cliente e cumprir o que se promete para ter credibilidade.

PEGN – O que é mais importante: saber lidar com pessoas ou com finanças?
LT –
As coisas precisam caminhar juntas. O maior desafio é como colocar as pessoas em primeiro lugar, tendo lucro sustentável e não a qualquer preço. No início da carreira, me perguntava por que empresas que davam muito lucro empregavam pessoas infelizes, enquanto que, em empresas onde as pessoas trabalhavam felizes, o lucro não aparecia. Por que não ter as duas coisas? Foi então que iniciamos, em 1991, um trabalho para ter as pessoas e o lucro no centro da companhia. Ter premissas claras na gestão, um ambiente agradável, valorizar e respeitar as pessoas são pilares que fortalecem a empresa. Os resultados virão por consequência.

PEGN – Trabalhar em família ou com amigas é bom ou ruim para o negócio?
LT –
O Magazine Luiza foi fundado pelos meus tios Luiza e Pelegrino. Sempre trabalhamos em família. Mas tivemos a preocupação de ter premissas claras e institucionalizadas que ajudaram muito nos processos de decisão. A companhia veio sempre em primeiro lugar, antes de qualquer interesse pessoal. Minha tia falava que “não se deve matar a galinha dos ovos de ouro”. Quando há essa intenção, com ética e regras claras, fica mais fácil lidar com qualquer situação – com a família, com os amigos ou com os demais funcionários.

PEGN – Em algum momento fez diferença, para os negócios, o fato de ser mulher?
LT –
As mulheres conquistaram seu espaço no mercado. Hoje temos grandes líderes em todos os segmentos. Graças a essa evolução, a sociedade se tornou menos conservadora. E características como sensibilidade, intuição e disposição para servir, tão comuns entre as mulheres, passaram a ser indispensáveis para o sucesso. A união das forças masculinas e femininas só colabora para o resultado, assim como a diversidade de raças e culturas. Sabemos que ainda não há equilíbrio, mas foi um grande salto. Na época em que assumi a superintendência, em 1991, eu precisava provar minha competência muito mais do que preciso hoje.

PEGN – O que a senhora acha das políticas públicas de fomento às pequenas e médias empresas?
LT –
O empreendedorismo faz parte da índole brasileira. As micro, pequenas e médias empresas representam 98% do conjunto. Segundo o BNDES, o crescimento das PMEs é bem superior ao das de grande porte. Mas muitas sofrem para se manter no mercado. Segundo o Sebrae, 39% delas fecham no primeiro ano. O governo ajuda com medidas importantes. Mas as empresas precisam, primeiro, olhar de dentro para fora e encontrar onde estão os pontos de melhoria, buscar alternativas que não estão só na mão dos políticos.

PEGN – Qual a melhor fase da vida de uma mulher para empreender: aos 20, 30 ou depois dos 40 anos?
LT –
Comecei aos 13 anos. Em minhas férias escolares e fins de semana, já estava no balcão da loja ajudando e aprendendo. Quando você é um empreendedor nato, o momento chega e você percebe que é sua oportunidade. A experiência ajuda, mas a caminhada do dia a dia é que faz você adquirir experiência. A caminhada é tão importante quanto o resultado final.

Idioma estrangeiro vale um bom emprego

 

 - Crédito: Thinkstock
Os grandes eventos esportivos sediados no Brasil vão demandar profissionais com fluência, principalmente, em inglês, espanhol e francês

Os grandes eventos esportivos sediados no Brasil vão demandar profissionais com fluência, principalmente, em inglês, espanhol e francês. Ainda dá tempo de dominar outra língua e conquistar uma vaga.

Para muitos brasileiros ver de perto nossos atletas sem precisar sair do país será a realização de um grande sonho. E dessa vez, os esportistas não serão os únicos a impulsionar suas carreiras. No caso da Copa de 2014, diversas pesquisas apontam que haverá uma enorme oferta de empregos nas 12 cidades que sediarão o campeonato. E também em municípios localizados em um raio até 150 km dessas capitais, que servirão de subsedes para delegações, imprensa e turistas.
Um estudo feito em parceria entre o Ministério do Esporte e a Fundação Instituto de Administração (FIA), da Universidade de São Paulo, apontou qual será o efeito do Mundial na economia do Brasil. Estima-se que sejam criados 600 mil novos postos de trabalho, sendo 300 mil permanentes.

Outra pesquisa ainda mais otimista, realizada pela Ernst & Young com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que o evento tem potencial para gerar 3,6 milhões de empregos. Os setores mais requisitados serão os de construção civil, alimentos e bebidas, serviços de utilidade pública (eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana),TI, turismo e hotelaria. Em conjunto, todas essas áreas deverão ter sua produção aumentada em 50,18 bilhões de reais.
Contudo, para preencher a maioria dessas vagas, o domínio de línguas será fundamental. Segundo Saint-Clair Milesi, gerente de relações com a imprensa do Comitê Organizador da Copa 2014, as contratações já começaram. "É uma operação muito grande, com turistas provenientes de todo o mundo. Portanto, a demanda é por profissionais com fluência em idiomas estrangeiros, principalmente inglês, francês e espanhol - para receber bem nossos vizinhos da América do sul", diz.
Aproveite o tempo que falta até a Copa e ganhe conhecimento a partir das seguintes estratégias:
Turbine seu plano de estudos no exterior*

Nível de conhecimentoNenhumSó falo/ entendoSó leio/escrevoFalo/leio/escrevo
- Matricule-se em um curso no Brasil e saia do nível básico 1

- Nas próximas férias, passe um mês estudando no exterior e salte do nível básico para o intermediário

- Continue o curso no Brasil e programe outro intercâmbio nas férias de 2013 para atingir fluência

- Se puder, tire uma licença de 3 meses antes da Copa, estude lá fora e passe do nível intermediário para o fluente
- Matricule-se em um curso no Brasil para reforçar a gramática e o vocabulário

- Nas próximas férias, faça um intercâmbio que misture estudo do idioma com Lifestyle. Invista em seu segmento de atuação (business, marketing, gastronomia, etc) para reforçar expertises e turbinar o CV

- Outra opção é um 1 mês de intercâmbio intensivo, acima de 20 horas semanais, para atingir o nível fluente
- Matricule-se em um curso no Brasil para perder a vergonha de falar

- Neste caso, vivência é primordial: mergulhe na cultura de outro país. Nas próximas férias, faça um intercâmbio intensivo para consolidar o nível intermediário ou já saltar para o fluente

- Escolha um país/cidade com poucos brasileiros para não cair na tentação de falar em português

- Continue o curso no Brasil e programe outro intercâmbio nas férias de 2013
- Quem já domina o idioma deve fazer um intercâmbio que combine programas de estudo e trabalho. Experiências internacionais valorizam o CV

- Invista em cursos de extensão, com duração de 3 a 6 meses

- Essa também é uma boa oportunidade para rever a carreira, se qualificar ou até mudar de área.

*Fonte: Samuel Lloyd, gerente de Marketing do STB

Todo mundo pode ser empreendedor?

Entenda a diferença entre os empreendedores por necessidade e por oportunidade

 
Como pensam e agem os jovens empreendedores
Todo mundo pode ser empreendedor?

Respondido por Marcio de Oliveira Santos Filho, especialista em empreendedorismo

Existem fatores para estimular a formação empreendedora de uma criança, como incentivar o lado sonhador e construtivo, ter exemplos de empreendedores na família e estudar o tema, mas a verdadeira semente empreendedora nasce apenas em algumas pessoas.
O empreendedor por oportunidade, ou por natureza, que é aquele sempre disposto a arriscar, nunca confortável com o "normal" ou o "padrão". Esse empreendedor é o mesmo que quer mudar o mundo, acredita que o pode fazer isso e faz de tudo para conseguir. O dinheiro é importante, mas não é o principal motivador, é apenas uma consequência de um plano maior de realização: fazer seu próprio negócio dar certo, ter autonomia e engajamento total.
Quem abre um negócio mais por necessidade do que por vislumbrar uma oportunidade não é menos empreendedor. Aprender técnicas de empreendedorismo, estudar conceitos e ouvir gente experiente são caminhos interessantes para estimular as pessoas. A grande diferença entre os dois tipos de empreendedores fica clara quando o primeiro obstáculo chega.
Para quem nasceu empreendedor, se o obstáculo for o fim do caminho, ele cria um novo caminho e continua a viagem. Isso serve de exemplo a todos os outros, que podem muito bem aprender a empreender tão bem quanto os empreendedores natos. Ser empreendedor é mais do que uma profissão, é um estilo de vida e são eles que mudarão o mundo em que vivemos.
 Peterson Vilela Muta é advogado especialista em direito do trabalho

Marcio de Oliveira Santos Filho
é associado da Inseed Investimentos e coordenador do Desafio Brasil.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Nós vamos invadir sua praia

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Revista ISTOÉ Dinheiro - 17/10/2011
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De olho no potencial da nova classe C, empresas como Sorridents, TIM, Casas Bahia, Bradesco e Banco do Brasil se instalam em comunidades carentes.
Rafael Freire
A mais nova clínica odontológica da rede de franquia Sorridents segue a risca todos os padrões das demais 126 unidades espalhadas pelo Brasil. Piso de porcelanato, equipamentos de última geração e até revistas de luxo, de decoração e tecnologia na sala de espera deixam o ambiente aconchegante e preparado para atender os cerca de 400 pacientes que fazem consultas mensalmente no estabelecimento. Embora a estrutura e a forma de trabalho sejam iguais a de qualquer clínica da Sorridents, a unidade inaugurada há um mês tem uma peculiaridade: está no centro da comunidade de Paraisópolis, uma das áreas mais pobres da cidade de São Paulo, uma espécie de enclave de baixa renda no bairro nobre do Morumbi. "As classes populares estão gastando mais com saúde", disse à DINHEIRO Carla Sarni, fundadora da franquia. "É ótimo ter nossa marca perto desses consumidores."

Apesar do discurso polido, a iniciativa da nova empreitada nasceu da percepção de mercado do casal paulista de empresários Wendel Oliveira e Aldrey Basio, franqueados da Sorridents desde 2006. Eles começaram a considerar a ideia de abrir uma filial em Paraisópolis depois que diversos moradores da comunidade passaram a se tratar em sua franquia do Morumbi. "Foi uma decisão exclusivamente comercial", diz Oliveira, que começou a procurar local para a nova unidade no final de 2010. O empresário, na verdade, sentiu no dia a dia de seu negócio uma tendência que as estatísticas vêm apontando nos últimos tempos. Levantamento feito pelo instituto Data Popular, no final de 2010, aponta que as classes C e D representavam um mercado consumidor de R$ 834 bilhões.

"Somos a cara de um novo Brasil, que está começando a ter acesso a produtos e serviços mais caros", afirma Gilson Rodrigues, presidente da Associação dos Moradores de Paraisópolis. Esse acesso, permitido pelo crescimento da renda dessas faixas de consumidores, está sendo facilitado pelas próprias empresas, antenadas com as possibilidade de explorar o mercado emergente. Atualmente, Paraisópolis já conta com uma loja da Casas Bahia e agências do Bradesco e do Banco do Brasil. De acordo com Rodrigues, outros grupos como as empresas de telefonia TIM, Claro e Vivo, e a fabricante de cosméticos O Boticário também já manifestaram seu interesse de estar mais próximos dos 100 mil moradores de Paraisópolis. "A presença dos bancos é a prova concreta da maturidade econômica dessas áreas", afirma Hideraldo Leitão, gerente-geral da unidade de gestão de canais do Banco do Brasil.

Em Paraisópolis, a primeira grande empresa a desbravar o terreno foi a Casas Bahia, em novembro de 2008. "Sempre trabalhamos a serviço das classes populares e para nós foi um movimento natural", diz Michael Klein, presidente do Conselho de Administração de Globex, holding que abriga a marca Casas Bahia. Segundo ele, a loja da favela paulistana está entre as de maior venda na cidade de São Paulo. A empreitada deu tão certo que até dezembro a Casas Bahia pretende repetir a dose na Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Na capital carioca, no entanto, a empresa de Klein não será a pioneira. Lá, a TIM começou a dar as caras em 2007, quando inaugurou uma loja no Complexo do Alemão. A filial é tocada por um morador responsável também por uma distribuidora de chip e recarga, que conta com 40 funcionários e atende 30 comunidades cariocas.

Outra iniciativa da operadora foi se associar a uma cooperativa de transporte e à Supervia, a companhia de transporte ferroviário do Rio de Janeiro, para comercializar seus chips e serviços em suas vans. "Tivemos de estudar os hábitos dos moradores para descobrir as melhores formas de vender nossos serviços", diz Fernando Mota, diretor comercial da TIM no Rio de Janeiro. Uma das soluções que o executivo encontrou para isso foi veicular campanhas publicitárias em tevês, rádios e jornais comunitários. "O grande desafio das empresas é entender esses consumidores e entrar no cotidiano deles", afirma Eduardo Ayrosa, professor de marketing e comportamento do consumidor da Fundação Getulio Vargas. "É um público ainda pouco conhecido e que só se conhece tendo contato."

domingo, 16 de outubro de 2011

Com bom planejamento, empresário começa negócio sem dinheiro próprio

Plano de negócios estruturado ajuda na hora de conseguir financiamento.


Veja dicas de especialistas e saiba itens que precisam constar no plano.

Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo
PME - financiamento (Foto: Editoria de Arte/G1)

O químico Eduardo Martinez de Almeida, de 47 anos, decidiu que estava na hora de abrir o próprio negócio em 2008, após trabalhar 25 anos como funcionário em multinacionais. Sem capital inicial próprio, contudo, precisou buscar crédito no banco e, graças a um bom plano de negócios, financiou 100% do investimento necessário na época, cerca de R$ 400 mil. De lá para cá, a Star Active, que atua com cosméticos, cresce cerca de 20% ao ano e vende produtos para todo o país.

Para convencer o banco de que o negócio traria retorno, porém, Almeida afirma que foram necessários seis meses de pesquisas sobre o mercado para a elaboração do plano de ação.

“Os bancos vendem dinheiro, é o comércio deles. A partir do momento que você mostra para ele a viabilidade do negócio, os riscos inseridos, e ele confia, ele financia”, diz. O prazo de financiamento foi em 72 meses e o empresário afirma que ainda está pagando as prestações, mas revela que o retorno da empresa já permitiria até quitar o valor se fosse conveniente.

Só ter boa ideia não é suficiente
A experiência de Almeida mostra que, apesar de essencial, uma boa ideia não é suficiente para conseguir um financiamento. Fazer um plano de negócios é importante para trazer credibilidade e convencer o banco de que haverá retorno, afirmam especialistas. É possível, ainda, buscar recursos com fundos ou sócios que acreditam na ideia.

O professor da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas em São Paulo (FGV-SP), Samy Dana, explica que grande parte dos empresários abre um negócio apenas porque têm afinidade com a área, mas não avalia itens como demanda, custos, lucro e capital necessário, o que faz muitas empresas fecharem nos primeiros anos de vida. “Sem dúvida, uma boa ideia é fundamental mas, apesar de necessária, não é suficiente”, afirma.

Plano de negócios
Ao fazer o plano de negócios, o empresário terá em mente todo o capital necessário e a forma que virá o lucro, além das estratégias para alcançar esse retorno.

De acordo com Dariane Castanheira, professora na área de pequenas e médias empresas na Fundação Instituto de Administração (FIA), um plano deve ter o mapeamento do negócio, com informações sobre a empresa e seus produtos, a estratégia para angariar os lucros e a projeção financeira do negócio (veja como fazer um plano de negócio abaixo).

O que deve conter um plano de negócio
Fazer um bom plano é essencial para conseguir um financiamento. Vaje abaixo um resumo do que deve constar em um plano de negócios, de acordo com o guia do Sebrae
Sumário
Contém os pontos mais importantes do plano. Deve conter dados dos empreendedores (experiência profissional e atribuições), do empreendimento, missão da empresa, setores de atividades, forma jurídica, enquadramento tributário, capital social e fonte de recursos. Só deve ser elaborado após a conclusão do plano
Análise de mercado
É necessário especificar quem são os clientes, seus perfis, necessidades e como encontrá-los. Deve constar também os principais concorrentes. Visite-os e examine suas boas práticas e deficiências, como será a competição e se há espaço para todos. Levante, ainda, quem serão os fornecedores e mantenha o cadastro atualizado
Plano de marketing
É preciso descrever os principais itens que serão fabricados, vendidos ou os serviços que serão prestados. Informe as linhas de produtos (tamanho, cor, sabores, embalagem, rótulo, marca, etc). Para empresas de serviço, informe quais serviços serão prestados. Liste preços, estratégias promocionais, de comercialização e a localização do negócio
Plano operacional
Por meio de um layout, deve-se definir como será a distribuição dos setores, de recursos (matérias-primas, produtos, estantes, gôndolas, vitrines, prateleiras, equipamentos, móveis, etc.) e das pessoas no espaço disponível. É importante estimar a capacidade de produção da empresa e como ela irá funcionar, levando em conta a necessidade de pessoal
Plano financeiroDeve constar o total de recursos a ser investido para a empresa começar a funcionar e todos os custos para funcionamento (matéria-prima, comercialização, mão de obra, materiais diversos, depreciação, custos fixos e operacionais mensais). Deve conter, dados como indicador de viabilidade, lucratividade, rentabilidade e prazo de retorno do investimento
Construção de cenáriosSimule valores e situações diversas para a empresa, como cenários onde o negócio obtenha resultados pessimistas (queda nas vendas ou aumento dos custos) ou otimistas (crescimento do faturamento e diminuição das despesas). Pense em ações para agir em cada caso. Faça quantas simulações forem necessárias e tenha sempre alternativas (plano B)
Avaliação estratégica
É preciso avaliar os pontos fortes e fracos do negócio, com a finalidade de tornar a empresa mais eficiente e competitiva. Um exemplo é a análise F.O.F.A (iniciais de forças, oportunidades, fraquezas e ameaças). É preciso analisar cada um desses pontos, para pensar nos aspectos favoráveis e desfavoráveis do negócio, seus proprietários e mercado
“A empresa que está iniciando agora, não é fácil conseguir. Mas se ela fizer um plano de negócios e enviar para algum banco que opera com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é mais fácil”, sugere Dariane.

Pesquisa
Foi o que fez o químico Almeida que, apesar de gostar muito da área e ter experiência como químico, fez um curso para empresários e buscou todas as informações antes de abrir a empresa.
“Eu comecei a buscar o que produzir, o que o mercado queria (...). Fiz o plano para saber o investimento, o capital de giro de no mínimo seis meses. Quando você faz o plano tem que levar em consideração tudo o que precisa para a empresa funcionar, inclusive os próprios funcionários”, sugere. Por conta disso, o empresário conta que visualizou desde o início da produção, com a compra dos materiais e embalagens, ao processo de distribuição aos salões de beleza. A empresa atua no ramo de cosméticos para profissionais.

“A lógica do capitalismo é ‘eu não tenho dinheiro, mas tenho a ideia’. Mas, na prática, isso tem algumas barreiras”, explica o professor Dana. De acordo com o especialista, apesar da Selic (taxa básica de juros) estar atualmente em 12,5%, é muito difícil uma empresa conseguir um empréstimo próximo a esses patamares, e mais complicado ainda é conseguir lucrar tanto no começo do negócio para pagar o empréstimo.

“Se você não oferecer garantias reais, bens que sejam liquidados, o banco não vai te dar dinheiro”, ressalta o especialista. Almeida, por exemplo, disse que tinha alguns bens para oferecer como garantia ao banco.

Curso de gestão
Por conta dessa dificuldade é que Dana indica a realização de um curso de gestão para os aspirantes a empresários. Não precisa ser um curso muito longo, mas é importante buscar informações iniciais. O especialista sugere, inclusive, os cursos do Sebrae.
“Na vida de micro e pequeno empresário tem que se preparar, gostar muito do que faz e ter determinação"
Eduardo Martinez de Almeida, empresário
O analista técnico Sebrae-RJ, Ricardo Amaral, lembra que, em muitos casos é preciso ter ao menos uma parte ou até 100% do capital. “O ideal mesmo é que todo empreendedor consiga abrir a seu negócio com recursos próprios, sem precisar de financiamento (...). Todo negócio tem prazo para maturar, e quando você começa com endividamento, já começa com sócio que vai querer receber todo mês”, afirma.

Amaral afirma que, por conta disso, o planejamento é essencial. “Às vezes o empresário tem R$ 60 mil achando que dá, mas o negócio que ele quer exige R$ 90 mil. Ele tem que pensar quanto ele precisa para se manter, as contas e a família todo mês”, afirma.

Outra sugestão dos especialistas é procurar um banco onde o empresário já possui histórico ou bom relacionamento como pessoa física. Amaral, do Sebrae, indica que também pode ser uma opção colocar a empresa para funcionar, mesmo sem implantar tudo, e já ir construindo uma relação com o banco para, dali alguns meses, solicitar o empréstimo. É claro que, de qualquer forma, será necessário um bom planejamento.

Dana, da FGV, indica ainda outras opções para buscar financiamento, como os chamados Angel Capital, que são grupos que identificam boas oportunidades de negócio para investimento, ou até mesmo incubadoras. De acordo com o professor, um bom networking, nesses casos, pode ajudar a conseguir sócios.

Almeida sugere, contudo, que o importante é gostar do que faz e acreditar no negócio. “Na vida de micro e pequeno empresário tem que se preparar, gostar muito do que faz e ter determinação (...). Quando você gosta do que faz e acredita, essa mudança de empregado para patrão é imediata. O empreendedorismo está em todos nós, até para casar a gente precisa se vender”, avalia.

5 lições do Peixe Urbano para o seu negócio

 A empresa, que aproveitou o começo das compras coletivas para se tornar a pioneira no mercado brasileiro, ensina como lidar com a concorrência e se dar bem nos negócios

Júlio Vasconcelos, do Peixe Urbano

Há pouco menos de dois anos, quase ninguém sabia o que eram as compras coletivas. Júlio Vasconcellos, que vivia nos Estados Unidos há dez anos, correu de volta para o Brasil para aproveitar a chance de ser pioneiro neste novo mercado.

 

Junto com dois sócios, Emerson Andrade e Alex Tabor, Vasconcellos anunciou a primeira oferta do Peixe Urbano em março do ano passado. Em uma ano, a empresa deslanchou, vendeu 8 milhões de cupons e faturou mais de 100 milhões de reais. Hoje, o Peixe Urbano está entre os maiores do mercado, recebeu investimentos de empresas de capital de risco, como a General Atlantic (GA), a Tiger Global Management, a Monashees Capital e a Benchmark Capital.
Neste ano, o site chamou a atenção de um investidor famoso também, o apresentador de TV Luciano Huck, que virou sócio do negócio. Confira a seguir as dicas de Vasconcellos para quem quer ter sucesso em novos mercados e driblar a concorrência.

1. Mantenha o clima informal
Hoje, a empresa conta com mais de 800 colaboradores, espalhados em vários escritórios, inclusive internacionais. “Eu aprendi muito e continuo aprendendo todos os dias durante esta trajetória do Peixe Urbano. Atribuo o sucesso da empresa a alguns fatores críticos como a forte cultura empresarial, que valoriza a agilidade e a pró-atividade”, diz Vasconcellos. Para lidar com os funcionários sem ficar burocrático, o Peixe Urbano aposta em manter o clima de startup. “Talvez o fator mais importante de todos para o sucesso, porque sem ele não existiriam os outros, seria a equipe”, conclui. O site prefere profissionais empreendedores e que gostem do clima informal de trabalho. “A seleção de pessoas com perfil empreendedor, uma forte e alinhada comunicação interna e um ambiente de trabalho divertido e motivador são essenciais”, explica.

2. Busque sócios que te complementem
Quando o negócio foi fundado, Andrade, Tabor e Vasconcellos reuniram suas experiências em e-commerce, mídias sociais e marketing para fazer a empresa dar certo. “A minha dica para quem estiver pensando em começar seu próprio negócio é saber identificar seus próprios pontos fortes e pontos fracos e se juntar a pessoas que te complementam”, diz. Para o CEO da empresa, cada um dos empreendedores aporta uma qualidade distinta, com base em suas experiências e formações, e é responsável por uma parte diferente do negócio.

3. Não perca tempo com o plano de negócio
Para negócios muito tradicionais, o plano de negócios ainda é um ótimo guia e pode ajudar muitos os empreendedores. Quando o assunto são negócios muito inovadores – em que não há mercado para pesquisar -, o plano de negócios pode atrasar o desenvolvimento da empresa. “Acredito que muitas pessoas passam um tempo enorme fazendo um plano de negócios extremamente detalhado e talvez por isso possam perder o timing de uma boa oportunidade ou até mesmo ficar preso àquilo que foi pré-estabelecido”, opina Vasconcellos. Quando se tratam de negócios na internet, em que a agilidade é essencial e os custos são relativamente baixos, a ordem é arriscar. “Antes de investir em um plano de negócios detalhado, vale a pena investir em tornar a ideia realidade, em colocá-la em prática, em testá-la com clientes reais, e assim medir o real potencial dela assim como possíveis melhorias”, diz.

4. Ouça os clientes
As compras coletivas, como o nome sugere, devem ser guiadas pela vontade da maioria. Para o CEO do Peixe Urbano, o desejo do consumidor deve prevalecer em todo tipo de negócio. “O feedback que temos dos nossos usuários e parceiros é imediato, o que facilita o processo de inovação constante”, diz. Os empresários que não estão dispostos a ouvir os clientes podem se afastar do público e perder mercado rapidamente
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5. Aprenda a lidar com a concorrência
Logo após o lançamento do Peixe Urbano, o Brasil ganhou mais de mil sites semelhantes. Para os especialistas, só cinco ou seis conseguirão se manter no mercado a longo prazo. Mas, antes da consolidação, o Peixe Urbano precisou aprender a lidar com a concorrência sem enlouquecer. Para Vasconcellos, a chave é manter o foco interno, motivando a equipe, e confiar no que a empresa produz. "As pessoas, a estrutura, a execução do modelo e a construção de relacionamentos a longo prazo são os nossos diferenciais", conta